A Lenda de Hiram – Capítulo 6
Elementos da Lenda
Resumo
O
artigo explora a simbologia da lenda de Hiram, um dos pilares da Maçonaria
Simbólica. Através da análise dos personagens, objetos e eventos presentes na
narrativa, o autor revela os profundos ensinamentos que a lenda transmite sobre
a jornada iniciática do maçom. A morte de Hiram é interpretada como um símbolo
das provações e tentações que o indivíduo enfrenta em seu caminho para a
iluminação. Os três assassinos representam as paixões humanas que podem desviar
o indivíduo de seu objetivo. A ressurreição de Hiram representa a transformação
interior e a conquista da sabedoria, simbolizada pela Palavra Perdida.
Palavras-chave:
Maçonaria, Hiram, simbologia, iniciação, transformação, sabedoria.
Introdução
A
lenda de Hiram, o sábio arquiteto do Templo de Salomão, é um dos pilares da
Maçonaria Simbólica. Através de sua trágica história, são transmitidos
ensinamentos profundos sobre a natureza humana, a busca pela perfeição e os
mistérios da construção interior. Neste texto, buscamos aprofundar a análise
simbólica da lenda, desvendando seus significados ocultos e sua relevância para
o caminho iniciático maçônico.
A Construção do Templo Interior
Hiram,
mais do que um arquiteto material, representa o construtor do Templo Interior,
a edificação espiritual do maçom. O Templo de Salomão, portanto, simboliza a
alma humana em constante busca pela perfeição. A morte de Hiram, um assassinato
simbólico, representa os obstáculos e as tentações que encontramos em nossa
jornada iniciática.
Os Três Assassinos e as Paixões Humanas
Os
três companheiros que tiraram a vida de Hiram representam as paixões humanas
que podem nos desviar do caminho da luz.
ü Jubelas: Simboliza a ambição desenfreada, a
busca incessante por poder e reconhecimento, que nos cega para os verdadeiros
valores da vida.
ü Jubelo: Representa a ignorância, a falta de
conhecimento e a incapacidade de discernir o bem do mal.
ü Jubelum: Simboliza a violência, a raiva e a
destruição, que nos levam a agir impulsivamente e a causar danos a nós mesmos e
aos outros.
As Três Ferramentas e os Três Graus
As
ferramentas utilizadas para assassinar Hiram – a régua, o esquadro e o malho –
possuem um profundo significado simbólico, relacionado aos três graus da
Maçonaria:
ü Régua: Representa o Aprendiz, que busca o
conhecimento e a ordem, mas que ainda está sujeito às paixões e às tentações do
mundo profano.
ü Esquadro: Simboliza o Companheiro, que busca a
perfeição moral e a justiça, mas que ainda pode se desviar do caminho reto.
ü Malho: Representa o Mestre Maçom, que domina
suas paixões e alcança a sabedoria. Todavia, também pode ser tentado a usar seu
conhecimento para fins não maçônico.
A Ressurreição Simbólica
A
morte de Hiram não é o fim, mas o início de um novo ciclo. Simbolicamente,
Hiram ressurge das trevas para a luz, renascendo como um Mestre Maçom perfeito.
Essa ressurreição representa a transformação interior que ocorre quando
superamos as provações e os desafios da vida dentro e fora do templo.
A Busca pela Palavra Perdida
A
Palavra de Mestre, que os assassinos de Hiram tanto almejavam, simboliza o
conhecimento esotérico, a sabedoria divina e a compreensão dos mistérios da
vida. Essa busca incessante pela verdade é uma característica fundamental do
maçom.
Conclusão
A
lenda de Hiram é uma rica fonte de ensinamentos para o maçom. Ao estudar e
refletir sobre os símbolos e alegorias presentes nessa narrativa, podemos
aprofundar nossa compreensão dos princípios maçônicos e acelerar nosso
progresso espiritual.
Exortação
A
Maçonaria é um caminho de constante aprendizado e evolução. A lenda de Hiram é
uma ferramenta poderosa para auxiliar nessa jornada, mas apenas. Ao estudar e
refletir sobre essa lenda, você estará abrindo portas para um mundo de
conhecimento e sabedoria.
Poeta
Hiran de Melo - Mestre Instalado,
Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, 25 de julho de 2010 da
Revelação do Cristo.
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