A Lenda de Hiram – Capítulo 8

Fundamentos Éticos

 

Resumo

 

O artigo apresenta uma análise da lenda de Hiram como base para a compreensão dos fundamentos éticos da Maçonaria Simbólica. A lenda de Hiram é interpretada como uma alegoria que representa a jornada iniciática do maçom, desde o aprendiz até o mestre. Os três graus maçônicos (aprendiz, companheiro e mestre) são relacionados aos diferentes níveis de conhecimento e responsabilidade dos obreiros. O sacrifício de Hiram é apresentado como um símbolo da dedicação à causa maçônica e da necessidade de defender os princípios da Ordem, mesmo diante de ameaças. A ressurreição de Hiram representa a imortalidade dos ideais maçônicos e a continuidade da Ordem através das gerações.

 

Palavras-chave: Maçonaria Simbólica, lenda de Hiram, ética, igualdade, liberdade, fraternidade, iniciação, sacrifício, ressurreição.

 

Introdução

 

Antigamente a lenda do Mestre Hiram, fundamental na estruturação da Maçonaria Simbólica, era conhecida apenas pelos obreiros colados no grau de mestre. Hoje, os seus elementos principais podem ser acessados por qualquer curioso que visite o Google na internet. Embora, só plenamente vivenciada por um iniciado.

 

Os Sete Elementos

 

   I.        A construção do Templo da Cidade da Paz, sob a direção do Mestre Hiram do reino de Tiro, a convite do Rei Salomão.

 

 II.        A divisão dos operários em três classes em conformidade com a aptidão de cada obreiro (operários das pedras, das madeiras e dos metais).

 

III.        A divisão de cada classe em três categorias: aprendizes, companheiros e mestres, em obediência ao critério de “a cada um conforme o seu mérito”.

 

IV.        A cada obreiro foi dado uma palavra de passe que revelava a categoria que pertencia.

 

  V.        Cada obreiro poderia ascender de categoria, dependendo apenas do empenho em aprender e da efetividade do aprendizado adquirido.

 

VI.        A morte do Mestre Hiram por recusar-se a entregá-la a quem não tinha o mérito necessário para portá-la.

 

VII.        O renascimento do Mestre em cada obreiro exaltado ao terceiro grau e que possua os atributos morais do Mestre Hiram.

 

Observe-se que na hierarquia proposta na lenda não existe os que nada fazem. Todos são obreiros. Cada obreiro é classificado em uma classe e em uma categoria conforme sua aptidão, seu nível de instrução e o seu mérito. 

 

Todos os obreiros são iguais perante a Ordem: a cada um segundo a sua aptidão e o seu mérito. Todos detêm a liberdade de evoluir dentro da hierarquia. Todos são tratados de forma fraterna.

 

Daí o lema da Ordem: Igualdade, Liberdade e Fraternidade.

 

Advertência

 

Há presente no Elemento VI o sacrifício que será exigido a cada dirigente que se conduz observando a ética maçônica: muitas vezes estará diante da ameaça de perda da vida terrena. Mas, há também o sinal da vida eterna, Elemento VII, na permanência da Ordem nos novos iniciados. 

 

Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, 25 de julho de 2010 da Revelação do Cristo.

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