Além do Jardim – Capítulo 4
Os trabalhos em Loja aberta
Resumo
Este
trabalho descreve em detalhes o funcionamento de uma sessão maçônica,
desmistificando a ideia de que os rituais e debates ocorrem em um ambiente
secreto e envolvem práticas ocultas. A exigência de que as sessões ocorram em
local fechado e longe das vistas profanas é justificada pela natureza sagrada
dos rituais maçônicos, em particular, da abertura e fechamento da Loja. No
entanto, uma vez concluída a parte ritualística, os trabalhos se voltam para
assuntos similares ao do mundo profano, como a leitura e aprovação das atas, a
discussão de propostas e a realização de instruções.
Palavras-chave:
Maçonaria, sessão maçônica, rituais, ágape, filantropia, fraternidade, sigilo.
Introdução
O
fato de que uma sessão da Loja se realize em um local fechado e longe das
vistas profanas é objeto dos mais diversos delírios difamatórios. Na verdade o
que é feito em uma sessão de Loja pode ser revelado a qualquer cidadão de bem.
Inclusive porque todo o trabalho é registrado em um livro apropriado e
disponível à vista das autoridades civis. Basta uma simples solicitação
dirigida ao presidente da instituição.
A
exigência de ser um local coberto e longe das vistas profanas se dá em função
do caráter místico e sagrado das instruções simbólicas maçônicas, em
particular, da abertura e do fechamento da Loja.
Com
a abertura ritualística da Loja concluída e os irmãos visitantes devidamente
acolhidos, os trabalhos se voltam para os assuntos comuns ao mundo profano.
Descrição dos trabalhos administrativos
O
secretário da Loja faz a leitura do registro dos trabalhos realizados na sessão
anterior. Esse registro é apreciado pelos obreiros e, em seguida, submetido à
aprovação, com ou sem emendas, seguindo os mesmos procedimentos de qualquer
outra sociedade civil.
Em
seguida, o irmão secretário informa se houve correspondência emitida ou
recebida. Terminado o informe, um obreiro circula com um saco destinado a
colher propostas que qualquer irmão deseje apresentar por escrito. A circulação
do saco segue um procedimento litúrgico específico, acompanhado por música,
geralmente de Mozart. Esse procedimento é confidencial.
Em
seguida, ocorre um período destinado à deliberação da assembleia, com base em
assuntos propostos pela administração da Loja ou pelos membros. Assim como em
qualquer outra sociedade civil.
Encerradas
as votações relativas aos assuntos tratados na ordem do dia, será aberto o
período de instruções. Estas serão ministradas, sempre obedecendo a um programa
previamente preparado. Todavia, muitas vezes, é permitida a apresentação de um
artigo retirado do saco de propostas.
Na
Ordem do Dia, o obreiro escuta e acolhe apenas o que lhe recomenda a sua
própria consciência. É nessa atitude que muitos veem a livre instrução e
outros, a prática da tolerância. Completado esse ciclo de trabalhos
administrativos e educativos, chega o momento de praticar a filantropia.
Nenhuma
Loja é fechada sem o giro do Tronco de Solidariedade, que segue um ritual
específico. É importante destacar que os recursos arrecadados não integram o
tesouro da Loja. Esses recursos são repassados a um Mestre para que ele os
utilize em auxílio a uma família necessitada. É fundamental que o irmão
responsável por essa tarefa não atue em nome da Ordem e mantenha a ação em
segredo, evitando qualquer tipo de promoção pessoal.
Chegamos
ao final dos trabalhos. A palavra é então aberta a quem desejar utilizá-la em
benefício da Ordem, de modo geral, e de seus membros, em particular.
Em
seguida, o Venerável Mestre se pronuncia, conforme as exigências da Ordem. Na
sequência, o Irmão Orador apresenta suas considerações finais. Concluídas as
considerações, é chegada a hora de encerrar os trabalhos da Loja com as
formalidades usuais.
Como
você pode constatar, nada do que ocorre em uma sessão da Ordem se relaciona com
rituais de magia negra ou outras práticas inventadas por aqueles que não são
dignos de participar.
Se
tiver interesse em fazer parte da Ordem, entre em contato conosco. Teremos imenso
prazer em recebê-lo após a recomendação do Venerável Mestre da Loja, que o
reconheça como amigo e irmão e que possamos auxiliá-lo sempre que precisar.
Poeta
Hiran de Melo - Mestre Instalado,
Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, 13 de dezembro de 2010
da Revelação do Cristo.

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