Além do Jardim – Capítulo 2
“Quando ele experimenta uma sensação agradável, desagradável, ou neutra,
ele sabe que isto é impermanente, que isto não o prende, que isto não é
experimentado com paixão. Seja qual for a sensação, ele a experimenta sem
apegar-se a ela. Ele sabe que essas sensações se apaziguarão com a dissolução
do corpo, como a chama de uma lâmpada se extingue quando o óleo e a mecha vêm a
faltar”. Ensinamento do Buda.
Vencer as minhas paixões
Resumo
Este
trabalho discute a complexidade da iniciação maçônica e os requisitos para se
tornar um membro reconhecido da Ordem. O texto enfatiza que a auto declaração
de iniciado é insuficiente e que a certificação deve ser concedida pelos demais
membros da Loja. O conceito de "vencer as paixões" é apresentado como
um dos desafios da jornada maçônica. As paixões são entendidas como laços que
nos prendem ao mundo material, limitando nossa evolução espiritual e sendo a
fonte de grande parte do sofrimento humano. O texto faz uma analogia com o
Budismo, destacando a importância da cessação do desejo insaciável para
alcançar a libertação do sofrimento.
Palavras-chave:
iniciação maçônica, paixões, libertação, autoconhecimento, espiritualidade,
serviço, Budismo.
A certificação da condição de iniciado
As
respostas precisas e completas são elementos cruciais no processo de
reconhecimento da condição de iniciado de um Obreiro. A primeira resposta
fundamental que se espera é o reconhecimento da impossibilidade de auto
atribuição dessa condição. A certificação da condição de iniciado é prerrogativa
dos demais membros da Loja.
A
participação em uma sessão magna de iniciação, a posse de carteira de
identidade emitida pela Obediência e a detenção de títulos e paramentos não
são, isoladamente, suficientes para o acesso ao Templo. A identificação do visitante
como irmão e a sua proveniência de uma Loja Regular são requisitos
inalienáveis.
As paixões
A
verificação dos benefícios mútuos e o conhecimento das práticas da Loja de
origem são elementos cruciais nesse processo. A assertiva de vencer as paixões
demonstra um entendimento inicial dos desafios da jornada maçônica. Contudo, a
superação das paixões exige um compromisso constante e a vivência de um ethos
de serviço. As paixões, enquanto laços que nos prendem ao mundo material,
limitam nossa evolução espiritual e são a fonte de grande parte do sofrimento
humano.
Os
apegos aos bens materiais, às relações e até mesmo às ideias, isto é, a tudo o
que é impermanente, constituem a raiz do sofrimento. O Budismo, em suas
palavras sábias, define a libertação do sofrimento como a cessação completa do
desejo insaciável, a renúncia às ilusões e à ignorância.
Ao termino de cada terrível e temerária viagem, durante o processo iniciático,
que é submetido o candidato ao ingresso na Ordem, lhe é perguntado: - Porque
espera ser recebido entre nós?
O irmão que o conduz responde. - Por que é livre e de bons costumes.
O
Obreiro, ao trilhar o caminho iniciático, busca a libertação das correntes que
o aprisionam ao mundo material. A liberdade de pensamento é um primeiro passo
nessa jornada, mas a verdadeira libertação ocorre quando ele se alinha à
vontade divina, simbolizada pela luz que dissipa as trevas da ignorância.
Poeta
Hiran de Melo - Mestre Instalado,
Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, 11 de dezembro de 2010
da Revelação do Cristo.

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