Do Profano ao Sagrado – Capítulo 03
O maçom agente
do progresso
O iniciado encontra na Maçonaria um campo vasto e
propício para desenvolver e frutificar. Estamos sempre ouvindo e vários autores
afirmam que a Arte Real nos conduz ao caminho da perfeição, com objetivos
claros de fazer “feliz a Humanidade”. E isto nos é confirmado constantemente em
nossas Sessões semanais e estão sempre martelando que são ensinamentos
contínuos com a finalidade de construir o TEMPLO interior do homem para
lançá-lo no quotidiano para ser AGENTE DE PROGRESSO.
Todo iniciado tem consciência que a sua vida
maçônica começa na escuridão, em uma caverna, na Câmara de Reflexão, com todos
os seus simbolismos retratados em uma parede negra, figurando emblemas fúnebres
e duas figuras importantes: um galo e uma ampulheta. Além das palavras
VIGILÂNCIA E PERSEVERANÇA. O galo representando o renascer e a ampulheta, o
tempo. Vigilância constante para as virtudes sucumbirem os vícios e a
Perseverança nos estudos maçônicos para desenvolver a sua construção de vida.
Ali, na Câmara de Reflexão, ele vai pensar mesmo
sobre a morte. Ele está na parte mais funda da terra, preparado para morrer e,
logo, renascer, pois ele será guiado pela Luz da Sabedoria maçônica para vencer
os seus vícios e matá-los um a um, com zelo e sede de sair da escuridão para
libertar-se e tornar-se um homem de ação para ajudar aos seus semelhantes a,
também, encontrarem a verdadeira Luz.
Interessante que a Maçonaria não pede ao iniciado
que seja perfeito, porém que trabalhe, muito, todos os dias para aproximar-se
cada vez mais da perfeição, e este trabalho apaixonante é para transformá-lo em
um ser transformador da vida social, ou seja, um AGENTE DE PROGRESSO.
Vai ser na perseverança nos estudos maçônicos como
essencial para construir marcas profundas na alma do maçom, levando-o a formar
a base de todos os compromissos que é honra, honestidade e a justiça, que devem
estar presentes nas transações diárias, sendo como o norte que os guiarão.
Estes princípios nos são ensinados no Rito Maçônico
e peculiar a nossa antiga Instituição, restando a todos, membros desta
fraternidade, incomparável por sua moral, oferecer ao mundo exemplos dignos de
serem imitados e ilustrar praticamente a beleza e sublimidade destes
princípios.
Todos nos olham de uma maneira diferente no mundo
profano e este mundo está sempre esperando do Maçom uma conduta exemplar,
porque ninguém lhe impôs ao fazer-se membro desta fraternidade, foi aceito
porque foi considerado “livre e de bons costumes” e o escolheu por livre e
espontânea vontade.
Dentro desta convicção, devemos convencer o mundo
que a Maçonaria faz a todos aqueles que se associaram a Ela, homens escolhidos,
melhores e, por conseguinte, dependem conjuntamente de suas palavras e ações,
sendo um dever de cada um promover o progresso, sempre evoluindo no bem e sendo
um AGENTE DE PROGRESSO.
Progresso esse que deve ser individual e coletivo.
Individual porque ele vai melhorando o seu próprio ser exaltando com mais vigor
as suas virtudes e sucumbindo com força os seus vícios. E coletivo porque com
esse esforço constante de melhorar, vai melhorando o mundo que vive e,
principalmente a todos aqueles que vivem em seu redor.
Assim sendo o maçom deve ter em mente a grande
responsabilidade que ele abraçou quando começou sua vida maçônica na escuridão
e agora que lhe deram a Luz, tem por obrigação de propagar essa Luz para o bem
da Humanidade. Quanto mais Luz ele espalhar mais forte essa Luz ficará. Porque
ao espalhar ele estará dando, e dando é ato de amor. E o amor dá um passo a
mais para fazer com que a vida seja verdadeiramente excitante, criativa e
sugestiva. O amor transforma as coisas simples em especiais.
Juarez de Oliveira Castro, Mestre Maçom Instalado, ARLS.´.
“Alferes Tiradentes” nº 20. Em 14 de fevereiro de 2008.
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