Loja Maçônica - Critério para o discernimento do ser maçônico.

“Ao longo de minha vida maçônica, participando das atividades normais da Sublime Ordem, ou apenas conversando sobre teorias e realizações da mesma, tenho ouvido muitos Irmãos afirmarem que o mais importante para eles não foi o fato de, um dia, terem entrado na Maçonaria, mas o fato dos princípios maçônicos terem entrado neles, embora esses dois importantes fatos estejam intrinsecamente interligados e se revelem mutuamente importantes e necessários”. Antônio Mariano Sobrinho, “Huzzé” – O poder da Maçonaria.

 Quais são os princípios maçônicos que devem entrar no obreiro para que ele seja reconhecido como um maçom? Ou fazendo uma pergunta mais simples: em que diferem estes princípios maçônicos dos princípios educacionais que os obreiros receberam na casa dos seus pais? Qual é a moral maçônica, senão a moral recebida pelo maçom dos seus familiares?

 Em todo o ritual de iniciação maçônica, o guia pede a entrada do candidato à Ordem afirmando que se trata de alguém livre e de bons costumes. Bons costumes são exatamente aqueles que estão em harmonia com a moral maçônica. Portanto, se há harmonia é porque esta moral não é diferente da oferecida ao candidato pelos seus pais.

 Em verdade, o adágio “Não é suficiente entrar na Maçonaria, é necessário que a Maçonaria entre no obreiro para que ele possa ser reconhecido como maçom” não se refere aos princípios maçônicos, mas a celebração dos mistérios maçônicos que só são plenamente compreendidos pelo obreiro que efetivamente foi iniciado. E ser iniciado não é o mesmo que ter participado de uma sessão magna de iniciação. Embora seja esta uma condição necessária, não é suficiente para todos os que dela participaram possam ser efetivamente reconhecidos como maçons.

 Então, quando é que a Maçonaria entra no obreiro? Ou, dito noutros termos mais simples, como posso saber se a Maçonaria entrou no obreiro?

 Certamente existirão infinitas respostas a esta questão, a menos que seja utilizando um critério de discernimento aceito na Ordem como Justo e Perfeito. E o critério é simples: contemple o obreiro após o fechamento da loja, e, observe se a face dele é a de alguém que recebeu a luz; se é de alguém que uni (simbólico). Se há vivacidade no seu olhar. Ou ao contrário, se é a de alguém que acaba de participar de uma sessão tediosa, enfadonha, repleta de repetições e de batidas de malhetes sem sentido; se é de alguém que desuni (diabólico). Se há mortalidade no seu olhar.

 Desde o átrio do Templo até a abertura de uma loja maçônica temos o chamamento à participação do corpo místico da maçonaria. Os trabalhos se desenvolvem conforme a ritualística solar e neste os mistérios são celebrados até o fechamento da loja. Nesta celebração o maçom é aquele que se identifica como parte do corpo místico maçônico. Nesta identificação ele é uma gota d’água que se sente oceano, UM com o oceano. Não é outra coisa o que o adágio informa e adverte.

 Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, vale do Mirante, aos vinte e sete dias do mês de junho de 2013 anos da Revelação do Cristo entre nós e em nós.

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