Loja Maçônica – Capítulo 7

O papel das Luzes da Loja

 

Uma loja maçônica é presidida por um obreiro escolhido pelos seus irmãos. Em geral, o mandato tem a duração de dois anos, facultada a possibilidade de reeleição.

 

Do ponto de vista administrativo, esse presidente possui as mesmas obrigações e direitos relativos aos dirigentes de entidades filantrópicas existentes na sociedade civil. Todavia, como uma loja maçônica é uma célula iniciática, o dirigente desta possui outras obrigações específicas. Para o pleno exercício desses deveres específicos, é necessário que o dirigente desenvolva competências relativas à orientação de pessoas e tenha consciência dos núcleos simbólicos que o cargo de Venerável Mestre encerra.

 

O Venerável Mestre dirige os trabalhos portando um malhete, símbolo do poder equivalente ao cajado utilizado por dirigentes religiosos. O malhete é fisicamente utilizado nas sessões da loja para dar ritmo harmônico aos trabalhos. Torna os obreiros atentos, à semelhança do que fazem os pastores com o cajado na condução das ovelhas confiadas aos seus cuidados.

 

O Venerável Mestre, situado no oriente, conta com os auxílios de dois vigilantes nas colunas do Norte e do Sul, situadas no ocidente. Constituindo os três as luzes da loja. Cada um porta, também, um malhete que é utilizado para dar eco às vibrações produzidas no oriente. Tudo isso visa conferir segurança e proteção aos obreiros, mediante o uso adequado do rito.

 

As vibrações visam recordar a ordem divina e convocar a presença do Criador no espaço sagrado. A mensagem, embora simples, é profunda e consoladora: "Meu Pai, tu estais comigo, nada me falta".

 

Um ancião da Ordem já me havia alertado: se eliminássemos as instruções e as discussões sobre o mundo profano, as sessões seriam mais eficazes. Com o tempo, compreendi que o papel das luzes não é instruir, mas guiar o indivíduo na busca da sabedoria mediante a celebrações dos mistérios. O papel é semelhante ao de uma seta: indica o caminho, mas a jornada é do peregrino.

 

Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz e Noaquita - oráculo de Melquisedec, 24 de junho de 2010 da Revelação do Cristo. 


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