O Mestre Indaga ao Aprendiz – XIV


Quais os elementos simbólicos e os seus significados presentes artigo “O Tesouro e o Templo”?

 

Resposta

 

O presente trabalho tem como objetivo analisar os elementos simbólicos presentes no artigo "O Tesouro e o Templo", à luz dos ensinamentos da Maçonaria. Através de uma análise detalhada da narrativa, busca-se compreender como os símbolos utilizados pelo autor podem ser interpretados sob a perspectiva maçônica, contribuindo para o aprofundamento da jornada iniciática de cada maçom.

 

A jornada maçônica

 

A jornada maçônica é uma busca contínua por conhecimento e auto aperfeiçoamento. A Maçonaria, através de seus símbolos, convida-nos a explorar as profundezas do ser. 'O Tesouro e o Templo' oferece-nos uma lente poderosa para decifrar esses símbolos, revelando os mistérios da alma humana.

 

O templo, a oficina maçônica, é o local onde o iniciado, como pedra bruta, é lapidado e moldado para se tornar uma pedra angular. A busca pelo tesouro representa a sublime e arquetípica jornada iniciática, uma ascensão rumo à Luz, onde a cada grau vencido, desvendam-se novas camadas da alma, aproximando-o da perfeição simbólica, o objetivo supremo da Maçonaria. A cada abertura de Loja, a cada golpe de malhete, o maçom aproxima-se desse tesouro, não de ouro ou prata, mas da beleza, bondade e sabedoria inerentes ao ser humano.

 

A busca pelo tesouro é uma alegoria à exploração das profundezas do inconsciente, onde residem as respostas para os grandes mistérios da vida. Assim como o iniciado desce aos subterrâneos do templo para encontrar a pedra bruta, ele mergulha em seu interior em busca da verdadeira luz. Essa luz, o tesouro, dissipa as trevas da ignorância e da ilusão, revelando a verdadeira natureza da realidade e o lugar do indivíduo no universo.

 

O tesouro

 

O tesouro, a luz que irradia do centro do templo interior, dissipa os véus da ignorância, revelando a verdade luminosa. É a essência da sabedoria, a força transformadora que liberta o espírito humano. Ao encontrar esse tesouro, o maçom desvenda a verdadeira e essencial natureza da realidade, compreendendo seu lugar no grandioso cosmos.

 

A Cidade da Paz, um estado de harmonia e plenitude, é o objetivo supremo da jornada iniciática. É o lugar onde a alma encontra descanso e a consciência se expande. A busca por essa cidade é uma metáfora para a constante evolução espiritual do maçom.

 

A dualidade entre a luz e a sombra, representada pela pedra bruta e pela pedra angular, reflete a complexidade da psique humana. A sombra, com seus aspectos obscuros e não integrados, é a matéria-prima da transformação. Ao aceitar e integrar a sombra, o iniciado transmuta a pedra bruta em uma pedra angular, sólida e perfeita, pronta para construir o Templo Interior.

 

O Vento Impetuoso

 

O vento, elemento impalpável e poderoso, carrega consigo uma carga simbólica rica e complexa. Na Maçonaria, essa metáfora pode ser explorada de diversas maneiras, conectando-se com os mais profundos ensinamentos da Ordem.

 

O vento impetuoso que arrasta o narrador simboliza a força da transformação e da mudança. Ele representa os processos inconscientes que impulsionam a jornada interior.

 

O vento pode simbolizar a renovação e a purificação, soprando sobre as águas para trazer vida e fertilidade. Na Maçonaria, essa ideia se conecta com a busca constante pela perfeição moral e espiritual.

 

Na vida, assim como na natureza, tudo está em constante fluxo. A metáfora do vento nos lembra que a mudança é uma parte inerente da existência humana e que devemos nos adaptar às novas circunstâncias.

 

O vento está intimamente ligado à respiração, que é essencial para a vida. A respiração profunda e consciente pode ser um instrumento poderoso para a meditação e a conexão com o interior. Assim, o vento simboliza a força vital que anima todos os seres vivos. Essa força interior nos impulsiona a buscar nossos objetivos e a realizar nosso potencial.

 

O vento pode representar as provações e tribulações que o maçom enfrenta em sua jornada. Assim como o vento pode abalar as árvores mais fortes, as dificuldades da vida podem testar a fé e a determinação do iniciado.

 

Ao mesmo tempo, o vento pode ser visto como um guia e uma proteção, soprando a favor daqueles que seguem o caminho da virtude.

 

Cânticos Celestiais

 

Os cânticos celestiais ecoam os mistérios das antigas tradições, transmitindo conhecimentos ancestrais que iluminam o caminho do maçom.

 

Os cânticos celestiais, como as harmoniosas melodias que ecoam nas Lojas maçônicas, evocam os mistérios das antigas tradições, transmitindo conhecimentos ancestrais que ressoam nas profundezas da alma. São como faróis que iluminam o caminho do maçom, guiando-o em direção à luz da verdade.

 

Deserto da Alma

 

O deserto da alma representa o vazio que o iniciado busca preencher em sua jornada iniciática, um espaço a ser ocupado pela sabedoria e pela humildade.

 

O deserto pode ser visto como um lugar de purificação e renascimento. O deserto da alma, um lugar de solitude e reflexão, é o terreno fértil onde a semente da sabedoria é plantada. A aridez aparente esconde um potencial infinito para o crescimento espiritual, convidando o maçom a desenterrar os tesouros ocultos de seu ser.

 

Vestes

 

As vestes simbolizam os diferentes estágios de nossa evolução espiritual. A cada grau vencido, trocamos nossas vestes, revelando uma nova faceta de nossa personalidade.

 

As vestes do maçom são mais do que simples roupas. Elas simbolizam as diversas fases de sua evolução espiritual, como as peles que o herói mítico troca ao longo de sua jornada. A cada grau vencido, o maçom se despoja de antigas identidades e veste um novo manto, revelando facetas cada vez mais luminosas de sua alma.

 

Conclusão

 

A jornada do protagonista em busca do tesouro interior representa a busca constante do maçom pela perfeição moral e espiritual. Ao desvendar os significados ocultos por trás dos símbolos, os maçons podem fortalecer sua conexão com os princípios da Ordem e aprofundar sua compreensão da natureza humana. A aplicação prática desses conhecimentos em nossa vida cotidiana é fundamental para que possamos construir um mundo mais justo e fraterno.

 

Amados Irmãos, desejo que o nosso contentamento seja contribuir para o desenvolvimento da Maçonaria.

 

Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado, Cavaleiro Rosa Cruz, Cavaleiro Noaquita - oráculo de Melquisedec, e Sublime Príncipe do Real Segredo, Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito. Campina Grande, 11 dezembros de 2024 da Revelação do Cristo.

 

Para compreender mais facilmente a resposta, apresentaremos a seguir um resumo do artigo. Entretanto, para uma compreensão profunda, é recomendável ler o próprio artigo por inteiro. (*).

 

Resumo do “O Tesouro e o Templo”

 

O texto explora a complexidade da experiência humana através da metáfora da busca por um tesouro em um templo. O narrador, ao se aproximar da Cidade da Paz, embarca em uma profunda jornada de autodescoberta, confrontando as dualidades da natureza humana e a importância da aceitação de si mesmo. A narrativa explora temas como amor próprio, compaixão, perdão e a construção de relacionamentos autênticos. Através da metáfora do templo, o texto sugere que a verdadeira paz interior e a conexão com o outro são encontradas através da aceitação da própria humanidade, tanto em suas luzes quanto em suas sombras. 

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