O Mestre Indaga ao Aprendiz – X
O que podemos aprender com a narrativa da Sociedade dos
Guias Antigos e Aceitos?
É recomendável reler o
artigo que trata da Sociedade dos Guias Antigos e Aceitos (*), por
brevidade será apresentada uma síntese fragmentada em quatro partes do artigo.
Síntese da narrativa I
A sociedade foi
fundada com o objetivo de criar um espaço para a busca da perfeição espiritual
e moral, pautado na igualdade entre seus membros.
Os rituais iniciais
eram simples e focados na conexão espiritual, com a formação de um círculo e a
invocação de forças superiores.
Humildade, igualdade e
busca pela perfeição eram os valores centrais da sociedade.
Análise I
A origem das
sociedades esotéricas pode ser rastreada na busca ancestral do ser humano por
significado e conexão com algo maior do que si mesmo. Estas comunidades, muitas
vezes secretas, oferecem um espaço para a exploração do inconsciente e a
experimentação de realidades transcendentes.
Assim, a sociedade, em
seu início, configurava-se como um mandala vivo. Isto é,
uma metáfora poderosa que evoca a ideia de um sistema dinâmico e
interconectado, em constante transformação e crescimento. Ela sugere uma
representação simbólica da psique humana em sua totalidade, em constante
movimento e evolução. Portanto, um símbolo da totalidade e da
unidade.
Através de rituais
simples e carregados de simbolismo, seus membros buscavam a experiência direta
do Self, o arquétipo central da psicologia analítica, representando a
totalidade da psique. A ênfase na igualdade e na humildade refletia a busca
pela integração das diversas facetas da personalidade, incluindo a sombra.
A Transformação
Síntese da narrativa II
Com o aumento do
número de membros, a sociedade se tornou mais complexa e burocrática, com a
criação de hierarquias e rituais mais elaborados. O foco inicial na
espiritualidade e na igualdade foi substituído pela busca por poder e
reconhecimento social.
Análise II
Assim, com o passar do
tempo, a sociedade experimentou uma transformação profunda. A crescente
complexidade e a busca por poder levaram à fragmentação do mandala original. A
hierarquização e a burocratização, embora necessárias para a gestão de um grupo
maior, resultaram na perda da experiência direta e imediata do sagrado. A
sombra, antes integrada à consciência, começou a projetar-se sobre os outros,
manifestando-se em conflitos internos e externos.
Síntese da narrativa III
Dentro da sociedade
oficial, surgiu uma sociedade secreta, a Sociedade Branca, que mantém os
princípios originais e busca a perfeição espiritual através de práticas
esotéricas.
A Sociedade Branca
utiliza práticas de geometria sagrada e meditação para conectar a mente humana
ao espírito. A busca pela perfeição espiritual e a transformação social através
do exemplo pessoal são os objetivos da Sociedade Branca. A Sociedade Branca
mantém-se oculta, operando em segredo dentro da sociedade oficial.
Análise III
No interior dessa
estrutura, emergiu uma sociedade secreta, a Sociedade Branca, que buscava
resgatar os princípios originais. Através de práticas esotéricas, como a
geometria sagrada e a meditação, seus membros buscavam a individuação e a
integração da sombra, visando a restauração do Self. A utilização de símbolos
como o círculo, o esquadro e o compasso remete à cosmologia arquetípica,
representando respectivamente a totalidade, a ordem e a medida.
Síntese da narrativa IV
O artigo apresenta uma
dualidade entre a sociedade oficial, focada no poder e na hierarquia, e a
sociedade secreta, que busca a perfeição espiritual e a transformação social.
A história da
sociedade retrata um processo de evolução e degeneração, onde os valores
iniciais são gradualmente perdidos em favor de outros interesses.
A utilização de
símbolos como o círculo, o esquadro e o compasso, assim como as cores branco e
preto, carregam um significado profundo e são utilizados para transmitir os
ensinamentos da sociedade.
Análise IV
No interior dessa
estrutura, emergiu uma sociedade secreta, a Sociedade Branca, que buscava
resgatar os princípios originais. Através de práticas esotéricas, como a
geometria sagrada e a meditação, seus membros buscavam a individuação e a
integração da sombra, visando a restauração do Self. A utilização de símbolos
como o círculo, o esquadro e o compasso remete à cosmologia arquetípica,
representando respectivamente a totalidade, a ordem e a medida.
Conclusão
A história desta
sociedade espelha o processo de individuação, de tornar-se um indivíduo único e
autêntico. É uma jornada interior que leva à descoberta do Self, o centro da
personalidade, que representa a totalidade e a unidade da psique. A passagem da
unidade à multiplicidade, da experiência direta à representação simbólica,
reflete a jornada do indivíduo em direção à consciência de si mesmo. A
Sociedade Branca, como um núcleo de resistência, representa a busca pela
integridade e pela realização do potencial humano.
Amados Irmãos, desejo que o nosso contentamento seja contribuir para o
desenvolvimento da Maçonaria.
Poeta Hiran de Melo - Mestre Instalado,
Cavaleiro Rosa Cruz, Cavaleiro Noaquita - oráculo de Melquisedec, e Sublime Príncipe do Real Segredo, Grau
32 do Rito Escocês Antigo e Aceito. Campina
Grande, 2 dezembros de 2024 da Revelação do Cristo.
(*) https://mestreinstalado.blogspot.com/2022/02/alem-do-jardim-sociedade-dos-guias.html

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