Luz que não disputa altares Por Hiran de Melo Introdução – O impacto do olhar que vigia e julga Ao adentrar os Mistérios da Maçonaria e receber a plenitude do grau de Mestre Maçom, deparei-me não apenas com símbolos, ritos e silêncios, mas também com a multiplicidade de discursos que tentam aprisionar a Ordem em definições estreitas. Muitos textos que circulam fora dos muros do Templo falam sobre a maçonaria sem jamais terem falado a partir dela. Classificam, rotulam, enquadram. E, ao fazê-lo, produzem mais vigilância do que compreensão. Grande parte dessas leituras nasce de uma premissa reducionista: a de que tudo aquilo que utiliza rito, símbolo e linguagem do sagrado deve necessariamente ser religião formal. Essa leitura, comum em abordagens apologéticas cristãs, ignora deliberadamente os próprios textos maçônicos e silencia aquilo que mais incomoda: o fato de que a maçonaria não reivindica o monopólio da verdade, mas convida ao trabalho permanente sobre si. Sobre ...
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